28/02/2022

Vice-presidente da Câmara divaga e compara redução de IPI à guerra

O deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM) vai abrir uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposto crime eleitoral. O motivo? Ele ficou descontente com o decreto presidencial, na última sexta-feira (25), baixando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 25% nos produtos de todos os setores. A medida atende à produção de automóveis e eletrodomésticos da chamada linha branca, como refrigeradores, freezers, máquinas de lavar roupa e secadoras.

Ramos pede ao TSE que suspenda os efeitos do decreto, alegando que a redução acabaria com a Zona Franca de Manaus e que a legislação eleitoral proíbe medidas de redução tributária em ano de eleição.

 É como se o governo federal fosse a Rússia e o Amazonas fosse a Ucrânia. O ataque perpetrado por esse decreto que reduz o IPI de todos os produtos industrializados do Brasil acaba com a Zona Franca de Manaus se não for revertido 

-As tropas do ministro Paulo Guedes e do Governo Bolsonaro estão prestes a marchar sobre os empregos dos amazonenses e a economia do Amazonas com a mesma força avassaladora que a Rússia marcha sobre a Ucrânia - comparou.

O parlamentar tem se declarado oposição ao Governo Bolsonaro desde julho de 2021, quando colocou em votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o fundo eleitoral de quase R$ 6 bilhões. Ramos não gostou das críticas que o presidente fez na época sobre o aumento extravagante para bancar campanhas eleitorais e disse:

-Eles estão acostumados a gritar. Aqui, não. Pode vir quente - avisou o vice-presidente da Câmara, deixando claro que o Fundão seria aprovado. 


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