04/02/2022

Um alerta grave sobre o "caso Moise", o congolês brutalmente assassinado no RJ

O caso congolês assassinado a pauladas no Rio de Janeiro reacendeu uma discussão: o racismo.  Doce engano. Moise não foi morto por ser negro, até porque um de seus algozes também eram negros. Moise foi morto pelo mesmo motivo que diariamente Joãos, Marias e diversas vidas são ceifadas no Brasil: a IMPUNIDADE.

É ela que estimula um criminoso a matar um jovem por um carro, uma estudante por um simples celular ou um pai de família numa briga de torcida em jogo de futebol.

Num país que tem cerca de 160 mortes violentas por dia, e que cerca de 40% destas mortes sequer tem autoria identificada, já dá pra se ter ideia do quanto a impunidade é o principal combustível do crime.

Soma-se a isso, o fato de que 50% dos crimes previstos na legislação penal permitem ao autor o benefício da transação penal, acordo em que o acusado sequer responde processo se pagar multa ou tiver uma restrição de direitos, e que em apenas 2,67% dos crimes, isso mesmo, menos de 3%, se têm a obrigatoriedade do cumprimento da pena inicialmente em regime fechado.

No Brasil, se comete crimes e há grandes chances de não ser identificado. Sendo, há chances de não ser condenado. E sendo, há diversos benefícios que o fazem não ficar preso.

O mais curioso, é que esses que enchem a boca pra falar em "racismo" no caso Moise, pedindo rigor na punição, são os maiores defensores da "bandidolatria" impregnada há anos nas universidades e academias, na imprensa, no Poder Judiciário e em diversas instituições e segmentos sociais, e que faz com que criminosos sejam vistos como vítimas.

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